Ciência e sensibilidade se unem em exposição na USP Bauru para conscientização sobre a hanseníase

A exposição “Sensibilidade em Cores: hanseníase — uma releitura de Mondrian”, em cartaz no saguão da biblioteca da FOB-USP até o dia 2 de junho, foi tema de entrevista no programa Ligado na Universidade, da TV USP Bauru.

No programa, o médico dermatologista e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Marco Andrei Cipriani Frade, apresenta os conceitos da mostra, que une ciência, saúde, arte e sensibilização social para ampliar o debate sobre a hanseníase e combater o estigma ainda associado à doença.

A exposição utiliza cores inspiradas nas obras do artista holandês Piet Mondrian para representar diferentes graus de perda e recuperação da sensibilidade em pacientes com hanseníase. As obras são inspiradas em avaliações clínicas da sensibilidade da pele realizadas com monofilamentos, instrumentos utilizados no exame neurológico da doença.

Durante a entrevista, o professor destaca a importância da informação no enfrentamento do preconceito: “Só o conceito destrói o preconceito”, afirma ao comentar como a desinformação ainda dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da hanseníase.

Além dos painéis artísticos, a exposição também apresenta poemas, registros evolutivos de pacientes e conteúdos educativos sobre alterações de sensibilidade causadas pela doença. Segundo o professor, a proposta é transformar em algo visível aquilo que muitas vezes passa despercebido nos estágios iniciais da hanseníase, favorecendo o reconhecimento precoce dos sinais clínicos e promovendo empatia.

A entrevista também aborda o papel histórico de Instituto Lauro de Souza Lima como referência nacional em hanseníase e a importância de Bauru no cenário da pesquisa e assistência relacionadas à doença.

O vídeo completo está disponível no canal da TV USP Bauru no YouTube.

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